quinta-feira, 23 de maio de 2013

Depois de nove anos... (The Office Finale)







Eu já disse anteriormente, quando estava escrevendo sobre a despedida do Steve Carell (e de seu personagem, Michael Scott) de The Office, que episódios de despedida são arriscados. Por mais que o humor esteja presente, dar adeus nunca é fácil. E, se foi difícil dizer tchau a um personagem (ainda que este seja MICHAEL SCOTT!), o que dizer de todo um mundo, com seus dramas, características e carismas construídos no decorrer de 9 anos!

Muita gente não gostou do último episódio de The Office. Julgaram-no incoerente com o clima da série, excessivamente meloso, focado em lados distorcidos dos personagens, enfim, em uma palavra: frustrante. A meu ver, uma análise rasa.

A despedida de The Office não aconteceu apenas no último episódio. Em meio a constantes questionamentos sobre os rumos da série após a saída de Carell/Scott, diante da atemorizante queda de audiência (de 8 milhões para pouco mais de 4 milhões de espectadores nos EUA), o elenco e os produtores viveram as últimas duas temporadas sob a constante ameaça de cancelamento súbito, sem a oportunidade de desfecho da trama. Assim, quando restou claro que a 9ª temporada seria a última, toda ela foi dedicada a desconstruir, de maneira gradual, aquele mundo tão singular.

Como se sabe, a premissa da série é a de que estamos assistindo a um documentário feito sobre um escritório representante de vendas de papel e seus funcionários. No início, nos parece um documentário pronto e acabado. Mas, no decorrer dos anos, por diversas vezes fomos surpreendidos ao percebermos que, na verdade, o documentário ainda está sendo rodado. Testemunhamos tomadas sem edição e conversas dos funcionários com membros da equipe de filmagem, entrevistas interrompidas. Isso trouxe a visão do telespectador para fora da moldura que o documentário fictício queria impor, ampliando nosso conhecimento sobre a vida “real” dos personagens. O que deu a eles uma dimensão totalmente nova e mais humana.

Por outro lado, passados nove anos no ar, foi o gancho encontrado pelos produtores do show para iniciar a transição final e construir o desfecho. Cada vez mais, o enquadramento dado pelo documentário foi sendo colocado de lado, deixando à vista a vida real dos funcionários. O efeito foi o de que nos acostumamos de tal forma a observar a vida e rotina daquelas pessoas que, a partir de certo momento, o documentário em si passou a ser insuficiente. Fomos invadidos por suas vidas, seus dramas e anseios. A moldura, inevitavelmente, começou a cair. 

A primeira vez em que isso aconteceu de maneira impactante foi com a despedida de Michael Scott. Após 7 anos de convivência, assistimos ao adeus de Scott, e às lágrimas de Carell. Em diversos momentos, não sabíamos dizer se estávamos vendo um chefe dizendo adeus a seus funcionários, ou um ator se despedindo de seus colegas de elenco. Curiosamente, a desconstrução do clima de documentário foi feita de tal forma que, além de ampliarmos o foco para as vidas pessoais dos funcionários da empresa de papel, também começamos a conhecer uma pontinha de sentimentos também dos atores e atrizes. Eles próprios, em entrevistas de bastidores, confirmam a ambiguidade. Que, aliás, foi estabelecida propositalmente. As lágrimas que vimos foram reais (John Krasinski, o Jim, inclusive conta que, antes da sua cena final com Carell, chorou de maneira “vergonhosamente abundante”, em suas próprias palavras).

A partir de então, muitos dizem que o show perdeu qualidade. Obviamente, a ausência do carisma de Steve mudou bastante o clima dos episódios. Mas a ideia inicial da série, que poderia ser resumida em “Como seria trabalhar para o pior chefe do mundo?” (e que comprou para si mesmo uma caneca com os dizeres “Melhor chefe do mundo”), mudou bastante no decorrer das temporadas, e personagens, antes secundários, ganharam uma dimensão bem maior. As crianças de Michael Scott cresceram e ganharam pernas maiores. Com a sua saída, o grande desafio do elenco era continuar sustentando aquele mundo sem sua grande estrela. Quem captou a dimensão desse mundo percebeu que eles conseguiram. Dwight, Jim, Pam, Stanley, Kevin, Oscar, Angela e todos os novos personagens que entraram no decorrer dos anos (Erin!) também tinham seu carisma e acompanhá-los, em suas vidas pós-Michael, continuou sendo tão divertido quanto antes.

Na 9ª e última temporada, a desconstrução do mundo-documentário entrou em ritmo acelerado. A fusão dos personagens com a realidade foi aumentando com o tempo. Um dos momentos mais significativos ocorre quando percebemos que um dos câmeras, membro da equipe de filmagem do documentário, está apaixonado pela Pam. Seu jeito de focalizá-la quando está sozinha, demonstrando introspecção e cumplicidade com seus dramas pessoais, de início nos surpreende. Por fim, conhecemos o rosto desse câmera, que se envolve pessoalmente com a Pam, ao comprar uma briga dela.

Incidentes como esse permeiam todo o último ano. Frequentemente vemos equipamentos de filmagem aparecerem, mãos e pés de membros da equipe de filmagem, conversas entre eles e os funcionários do escritório. Por vezes, soa como puro desleixo daqueles que, durante nove anos, acompanharam, por trás das lentes, as aventuras vividas por aqueles funcionários. Resta evidente o fato de que, de maneira inquestionável, eles também fazem parte do show. Principalmente representando a nós, telespectadores. E a apresentação do documentário pronto ao público e à critica, que acontece em algum momento entre o penúltimo e o último episódio do show, coroa a transição para o “Finale”, um episódio especial de 50 minutos, em que o documentário em si deixa de ser importante. O foco vira-se todo para aos personagens (e, novamente a ambiguidade) e artistas. Risos e lágrimas fictícios e reais se confundem. O que vemos, fora da moldura imposta pelo documentário são colegas de trabalho se despedindo. Seja esse trabalho um escritório representante de vendas de papel, seja ele um set de filmagens.


O Finale


Esse episódio final foi, sem dúvida, o mais emocional de todos. E não poderia ser de outra forma. Afinal, é disso que tratam as despedidas.

Cronologicamente, se passa um ano após o penúltimo episódio (e a exibição do documentário final). Passamos a conhecer, pouco a pouco, onde foi parar cada personagem. Mas o grande mote do episódio é o casamento de Dwight e Angela.

Jim, escolhido como padrinho, está organizando a despedida de solteiro. O que, aliás, já nos traz a primeira surpresa agradável. Após anos pregando peças em Dwight, Jim reconhece a importância do amigo e decide pregar apenas “peças boas”. Na primeira, ele leva o noivo e seus amigos para um campo, onde oportuniza a Dwight dar um tiro de bazuca (um de seus sonhos). Em seguida, Jim leva todos para um jantar reservado, onde é a vez de apresentar uma stripper ao amigo. Dwight não entende muito bem o sentido da coisa, e a “pegadinha do bem” acaba sem o efeito desejado. Por fim, a noitada termina no bar do Kevin. Com isso, a pegadinha do Jim foi forçar as pazes entre o dono do bar e o noivo, que não se falavam desde que Dwight despediu Kevin.

Nos momentos anteriores à celebração do casamento, a última peça que Jim prega em Dwight. E um dos melhores momentos do episódio. Com os olhos úmidos, Jim confessa ao noivo que não pode ser seu padrinho. Mas que providenciou um substituto. Nesse momento, Dwight olha para a porta, onde Michael está parado. Emocionado, diz “Michael! I can't believe you came!”. Ao que ele responde “That's what she said”. Com mais uma de suas olhadas para a câmera, Jim fala “Best prank ever." Deixei sem tradução, porque perderia o sentido da piada completamente.

Foram poucas as aparições de Michael durante o episódio, e menos ainda suas falas. Mas foi o suficiente para matarmos um pouco da saudade que o personagem deixou. Em sua última fala, olhando para Jim, Pam, Dwight e Angela, diz de maneira ao mesmo tempo carinhosa, ingênua, emocionada e bem-humorada: “Me sinto como se todas as minhas crianças tivessem crescido e então se casaram umas com as outras. É o sonho de qualquer pai.”

E conforme o tempo de vídeo vai passando, sentimos que os nove anos de série estão chegando ao final. A última fala de Andy Bernard (Ed Helms) resume o sentimento nostálgico das últimas cenas. Queria que houvesse uma forma de saber que estamos vivendo nossos anos áureos, antes de eles terem terminado”.

O pós-festa de casamento, no armazém do escritório, reúne os funcionários pela última vez em seu ambiente de trabalho. Curiosamente, percebemos vários membros da equipe real de produção do seriado misturados ao elenco. Inclusive o produtor executivo, Greg Daniels, infiltrado na foto oficial final. A ficção toma rumos à sua fusão inevitável com a realidade, o momento no qual deixará de existir.

Discretamente, os funcionários começam a deixar o armazém e caminhar para a sede do escritório, onde farão sua reunião final em reservado. Cada qual em seu cantinho de origem, sua mesa, o lugar onde pertenceram pelos últimos nove anos. Novamente, torna-se ambíguo e difícil dizer onde terminam os personagens e começam os artistas que os interpretam. Ali, reunidos e embalados pela bonita canção de Creed Bratton (escrita por ele próprio), reconhecem a importância de todo o tempo que passaram juntos, e do quão maravilhoso, apesar de entediante e cansativo, foi trabalhar na Dunder Mifflin por todo esse tempo. Creed resume bem: Não importa como você chegou lá, ou onde foi terminar. Seres humanos têm esse dom milagroso de fazer de qualquer lugar o seu lar”. E ali, terminava o lar daqueles personagens/artistas. Agora, cada um toma seu rumo.

No fim das contas, o grande barato de The Office (tanto a versão britânica original quanto a americana) foi conseguir transformar a rotina maçante e entediante de um escritório comum em algo engraçado e peculiar de se ver. No decorrer de nove anos, assistimos pessoas comuns se transformarem em personagens carismáticos, com suas características inconfundíveis. E as vimos transformar seu ambiente de trabalho em seus lares, colegas de trabalho em companheiros de vida. E se aproximaram de nós justamente por isso. É o que todos nós fazemos, todos os dias de nossas vidas. 
 
Na última cena, todos deixam o escritório. Pam é a última. Retira da parede o quadro com uma pintura que fez da faixada do prédio, há vários anos atrás. “Há muita beleza nas coisas comuns.” escutamos sua voz. “Não é esse o objetivo de tudo isso?”

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dave "Fucking" Grohl - SXSW 2013



Todos os anos, em Austin, Texas, EUA, ocorre o Festival South by Southwest, onde milhares de pessoas se reúnem para discutir música e cinema.

Esse ano, o convidado para fazer o discurso de abertura do evento (keynote) foi, nada mais, nada menos, que Dave Grohl. 

E, como um cara fodão que já revirou o mundo da música e que, de modo discreto, mas extremamente corajoso, acaba de dar seus primeiros passos também no mundo do cinema, ele falou sobre algo que a maioria se esquece quando pensa em ingressar no mundo das artes - o elemento humano.

Fiquem agora com as palavras sábias desse que, na minha opinião, é o maior músico da atualidade.

Compensa cada segundo.

(Valeu, Lorena!!)



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Para quem é fã de Homem-Aranha







Quando saiu "O Espetacular Homem-Aranha" nos cinemas, eu já não estava muito empolgado para ir assistir. Os trailers antecipados bem que tentaram ajudar, mas essa estória de reboot da série assim, do nada, sem dar um tempo de a antiga trilogia decantar, não estava com cara de que iria dar certo.

E o trocadilho barato e pronto com o nome do diretor - Marc Webb - não ajudou muito.



Hoje, enfim, assisti ao filme. Nem me dei ao trabalho de gastar dinheiro para alugar ou comprar. Baixei do Pirate Bay. E eu estava certo. O filme é uma porcaria.

A Gwen Stacy de Emma Stone
Tá, tudo bem que existem vários pontos positivos. Sally Field encarnou bem o jeitão da Tia May, e a Emma Stone está fantástica como Gwen Stacy - apesar de eu discordar completamente dessa pagação de pau para ela. Tudo bem, ela é uma ótima atriz. E é até gatinha. Mas, pô, não vamos exagerar! Existem várias outras loiras gatíssimas por ai a fim de encarnar a primeira namorada "pra valer" do Peter Parker. De qualquer forma, é um zilhão de vezes melhor que a Kirsten Dunst como MJ.


As sequências de luta e ação do filme também são boas. Mas são piegas demais, cheio de sentimentalismo barato, em uma grande parte delas. Eu ficava me perguntando toda hora: Pra que que enfiaram essa porcaria de alinhamento de guindastes no meio da rua? Dava pra passar sem essa forçação.

Mas o principal: as lutas estão mudas. MUDAS! Cadê aquela enxurrada de piadas infames do Aranha, irritando até mesmo os vilões mais casca-grossas, disparadas no meio de chutes e pontapés? Por mim, é igual fazer um filme do Popeye sem espinafre. Os filmes com o Tobey Maguire também pecaram nesse sentido. Mas achei que fossem corrigir neste. Não corrigiram.

Mas fora essas comparações inevitáveis com a história original das HQs do amigão da vizinhança, o filme em si é ruim. Algumas cenas são forçadas demais (como a chuva artificial que cai durante o sepultamento do Capitão Stacy), outras não possuem sequência lógica (alguém sabe onde foram parar as algemas que prendiam Peter, na cena em que o Stacy descobre a identidade dele?)... Aliás, fizeram Nova York inteira descobrir a identidade secreta do teioso. Ele não parava de tirar a máscara!

A descoberta dos poderes sobrenaturais, após a picada da aranha, é uma das partes mais legais da narrativa original. O filme do Sam Raimi soube explorar esse trecho de maneira fantástica. No do Webb, a coisa se desenrola de forma tensa, atropelada. Não dá pra curtir. 

O desenvolvimento do uniforme e as primeiras aventuras também seguem com o mesmo defeito. Ao meu ver, fruto de uma adaptação mal-feita. A participação do Peter em torneios clandestinos de luta livre, utilizando um uniforme improvisado, é uma parte CLÁSSICA e OBRIGATÓRIA em qualquer filme  ou HQ que fale da origem do Aranha. Pecado mortal.

Enfim... 

Já confirmaram a sequência. Sabe-se que o diretor e os roteiristas escolheram um dos arcos mais importantes da história dos quadrinhos para produzir o filme: A Morte de Gwen Stacy. E eu tenho quase certeza de que vão detonar com a estória. Uma pena.

Vamos torcer por bons personagens. Mary Jane já está confirmada no segundo filme. Faço das palavras do Judão (Blog do Judão) as minhas: POR FAVOR, façam a primeira aparição dela ser igual à dos quadrinhos. NÃO MUDEM, eu imploro. 

Aliás, a pergunta que permanece: Por que os cretinos dos roteiristas não seguem a historia original? É tão difícil assim? Precisa retalhar o script?

Homem-Aranha continua esperando um filme à altura. Por enquanto, os filmes já lançados só comprovam que o Sam Raimi é muito mais fã do Aranha do que o Marc Webb.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Caldas Country é mais rock'n'roll que o Pablo Kossa



Mick Jagger, até hoje, diz que um dos episódios mais nefastos da história dos Rolling Stones foi o evento ocorrido em Altamont, na Califórnia, em 1969.
No dia 6 de dezembro daquele ano, os Stones promoveram um mega concerto em Altamont Speedway, um autódromo no meio do deserto, com entrada livre para quem quisesse ir. A ampla divulgação nas rádios da época levou cerca de 300 mil pessoas ao local, bem mais do que a quantidade esperada pelos organizadores.
Na programação, além do grupo de Mick Jagger e Keith Richards, ainda estava prevista a aparição de Jefferson Airplane, The Flying Burrito Brothers e Grateful Dead. A segurança ficou por conta do bando de motoqueiros Hell's Angels.
 
Dizem que os Angels foram contratados diretamente pelo produtor dos Stones, para realizar unicamente a segurança do grupo, não do evento todo. O pagamento, só o dinheiro da cerveja.

A bagunça foi enorme. Imagine só que o público recorde do Rock In Rio, em 2001, com o show do Red Hot Chilli Peppers, foi de 250 mil pessoas. Com a organização do Medina, numa Cidade do Rock construída especialmente para o evento. Agora imagine, em 1969, aproximadamente 300 mil pessoas no meio do deserto da Califórnia, com a segurança feita pelos Hell's Angels! Os caras usaram as próprias motos como barricada para conter o público à frente do palco. Só podia dar rolo.

E quando deu o rolo, morreu gente. Várias pessoas foram pisoteadas, muita gente tomou porrada dos motoqueiros, uma grávida (o que ela tava fazendo num show dos Stones, em 69, para 300 mil pessoas?) levou uma garrafada na cabeça e foi internada com traumatismo craniano e quatro homens morreram, dentre eles, Meredith Hunter, um produtor musical controverso. Esfaqueado até a morte por um dos Angels.


  
A confusão foi parcialmente documentada no filme “Gimme Shelter”, lançado em 1970. Dá pena ver a cara de Richards e companhia assistindo às cenas da confusão, no videotape. O mundo do rock parou, aturdido com o poder de mobilização que possuía. E que podia ser mortal.


Era o auge da Era de Aquário. Aproximadamente 4 meses antes, entre os dias 15 e 18 de agosto, a primeira edição do Festival de Woodstock tinha balançado os conceitos morais e musicais da sociedade da época. Enfim, vivíamos a época mais rock 'n' roll da humanidade. Desfilavam, por Londres e Nova York, Hendrix, Joplin, Jagger, Richards, Lennon, Dylan, no ápice de suas criatividades. Marilyn Manson ainda usava fraldas.

Não é papo de saudosista, até porque eu nunca vivi naquela época. Mas as drogas (na maioria absoluta dos casos, maconha e haxixe) eram muito mais fracas (e mais naturais). Cientificamente comprovado. O sexo e a música eram utilizados como forma de chamar a atenção para a parte boa, saudável e produtiva da vida – o oposto da guerra (física e ideológica). Faça amor, não faça guerra.



E dai, de repente, abro a internet e vejo um texto com o título “Caldas Country é mais rock'n'roll que você”. (Por Pablo Kossa – disponível em http://www.aredacao.com.br/colunas/21436/pablo-kossa/caldas-country-e-mais-rock-n-roll-que-voce). Praticamente um jargão, repetido em tom de brincadeira por qualquer um que visse as fotos inusitadas que rodaram pela internet após o evento em Caldas Novas. E reciclado pelo Pablo Kossa.

Vivemos numa época em que o enfrentamento a determinados valores é feito por puro modismo. Ou pra polemizar. É 'cool' questionar a esmo. Enfrentar os pais, esfregar sua preferência sexual na cara dos outros (principalmente os héteros). Não se sensibilizar com a morte ou o prejuízo alheios. Mostrar que é bem resolvido na vida e dono da própria bunda. E postar tudo no twitter.

A falta de educação impera em todos os lugares. E o que vemos são crianças mimadas, que não aceitam 'não' como resposta. Mentes pueris em corpos sarados. Não curtem música. Curtem algum barulho que abafe, temporariamente, algum pouco bom senso existente e os deixe fazer bagunça em paz. E estão dispostos a pagar por isso.

Ai surge o Caldas Country. Com todo o respeito a alguns poucos artistas que se apresentam por lá (sim, porque a maioria é um bando de aproveitadores de onomatopéias): Não se iludam. Ninguém está lá para escutar vocês.

Sem os pais por perto, o bonde da criançada apronta na cidade. O que vemos é diversão de criança mimada: violência gratuita, birra, prostituição em alta, estupros. Morte, sexo explícito, um zoológico a céu aberto. Vemos a selvageria, a regressão da condição humana a patamares mínimos, sem a baliza da civilidade. E o principal: sem objetivo. Diversão a todo custo. Até agora não consigo entender o que levou um cara a destruir o próprio carro. Subiu em cima, sambou, pulou, quebrou vidros e, por fim, ateou fogo. Uma brincadeira de mais de R$40.000,00.

E ai, vem um texto me dizer que o Caldas Country é mais rock'n'roll que eu. Para mim, o autor não entende nada de rock.

Qualquer pessoa sabe (ou precisa saber) que o rock, de modo geral, é um tipo de atitude, de pensamento de vida, aliado à música. É questionamento constante, inconformismo. Vontade de liberdade, diversão, prazer. É o desafio a valores vigentes. Rebeldia. Tudo regado a amplas doses de consciência política, social, individual. Ainda que fale de amor.
Quer identificar a essência rock'n'roll em alguma coisa? Postura. Analise o contexto da obra, a paisagem, a pintura maior. Geralmente, o rock é do contra, e tem excelentes motivos para tanto. Desde o questionamento social de Bob Dylan, até o inconformismo individual de Kurt Cobain. E não se esqueça da música, pelo amor de Deus. Música.

Preciso falar sobre Caldas Country? Mesmo? Não vou nem dizer que ali, ninguém sabe o que quer, ou onde quer chegar. Só quer o prazer. E não há música. Sim, ela está tocando! Mas ninguém ouve. Não vou citar a violência gratuita que deixaria qualquer “Glimmer Twins” se esquecerem dos Hell's Angels. Não vou citar os atos de sexo banal praticados explicitamente, na frente de câmeras de smartfones, para afirmar sabe-se lá o quê, para sabe-se lá quem.

O Rock é o desafio. É a luta contra a correnteza. O Caldas Country é apenas a confirmação de toda a falta de valores e de motivos que tomam conta de mais de uma geração. É a confirmação do que existe de mais podre na nossa sociedade e que, um dia, há de passar. É a própria correnteza, em si.
 O Rock é a rebeldia contra Caldas Countrys.

Então, Pablo Kossa, ouça mais rock. Leia mais. E pare de falar asneiras. Ou então, tire o chapéu do armário e junte-se aos demais pseudo-rockers, lá em Caldas, ano que vem.
Qualquer pessoa é mais rock'n'roll que o Caldas Country.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Os Amarelinhos




Poucacoisa me intriga mais do que o ódio mortal que a sociedade, emgeral, nutre pelos agentes da AMT – Agência Municipal de Trânsito,aqui em Goiânia. Sim, esses caras de boné preto, camisas amarelaschamativas e bloco de notas na mão.

Marronzinho canetando
Em SãoPaulo, os famosos “marronzinhos” (lá, o uniforme deles émarrom) assumem um aspecto até divertido. Lógico que também sofremcom uma dose de raiva, mas é mais leve. São quase figurasfolclóricas. É difícil ver um na rua e não falar “Olha lá omarronzinho”. Aqui, geralmente as pessoas falam “olha lá o FDP”.

Tudo bemque essas figuras polêmicas estejam inevitavelmente associadasàqueles boletos que chegam pra você pagar, de vez em quando, com onúmero da placa do seu carro. Multa é mesmo um dinheiro gasto deforma inútil. Mas, convenhamos: geralmente, você está mesmoerrado! Passou um farol vermelho, estacionou em lugar errado, etc. Sea multa é injusta, existem meios de se contestar a penalidade,apesar do trabalho árduo. Então, coloque a mão na consciência e,em vez de xingar o cara que te multou, xingue sua própria falta debom senso.

Quando euvejo alguém chamando um “Amarelinho” de “FDP”, pra mim,aquela pessoa assinou a confissão de mau motorista. “Sim, eu pioroo trânsito da minha cidade e detesto esses caras vindo me cobrar”.Automaticamente, nutro uma pequena antipatia (pelo xingador, claro).

Nãosejamos inocentes, obviamente: existe corrupção por parte de muitosdesses agentes e, na minha opinião, pouca coisa é mais nojenta queo tal do “cafezinho”. Seria um motivo justo para chamar os carasde “FDP”, exceto por dois detalhes: primeiro, não são todos oscaras que fazem isso; segundo, o crime vem em duas mãos. Ele cobra,mas você topa pagar. Corrupção é de quem solicita e de quem paga.E o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar é tão corruptoquanto, mas não sofre o mesmo ódio por parte da população.

Por outrolado, sabe-se que a nossa cidade tem uma das piores engenharias detrânsito do país! Falta lugar pra estacionar, os congestionamentosse multiplicam, a falta de paciência transborda! Nessa hora, écomum achar justificativas mais do que fortes para furar uma fila,ultrapassar pelo acostamento, parar em local proibido e colocar aculpa na falta de estrutura. Rapaz, aquele aeroporto é uma coisaabsurda! Existem apenas quatro vagas de carro para desembarque, oresto é tomado pelos taxistas da cooperativa local. Uma bagunça.Vale dizer que uns 80% do caos ali na área é provocado por essestaxis. Vira uma corrida louca para pegar passageiro, para não perderlugar na fila, que os caras saem fazendo manobra de filme paratrabalhar. E nisso, o trânsito vai para o brejo. Motivo pra perder apaciência, não falta.

A questãoé a seguinte: Se você fizer a sua parte, o trânsito melhora e vocênão precisa chamar o agente da AMT de FDP. Parece clichê (erealmente é), mas é verdade! Mesmo que falte estrutura, dirija bem!Respeite sua faixa de tráfego! Estacione apenas em locais permitidos(quando não der, pague o estacionamento!). Pense no coletivo! Dêseta! Use os instrumentos que seu carro tem!

Agora, ocúmulo é a pessoa reclamar que tem agente da AMT atrás da árvore,se escondendo para aplicar multas. MEU AMIGO, VOCÊ ESTÁ COM MEDO DE QUÊ? Já viu alguém levar multa por usar cartão de estacionamento?Por parar no sinal vermelho? Por usar cinto de segurança? Radareletrônico de controle de velocidade e outros tipos de fiscalizaçãoeletrônica devem ser, por lei, identificados e devidamentesinalizados. Mas o agente não é obrigado a colocar uma faixa na ruadizendo que vai multar não. Já existe a placa ali dizendo que éproibido estacionar. Existe um semáforo dizendo que, no vermelho, éproibido passar. Todos devidamente identificados. Se você escolheburlar a regra EXPLÍCITA, já está fazendo errado e já estáoficialmente concorrendo a uma multa. Sem chororô.

Claro queexistem situações excepcionais: uma vez, colocaram um radar móvelde fiscalização eletrônica, sem sinalização, numa via onde avelocidade padrão era 60km/h. O radar pegava a partir dos 40km/h.Não precisa nem dizer que, logo logo, colocaram sinalização nolocal, justamente por que as multas eram totalmente irregulares. Masisso foi exceção.

Então,no meio de todas essas considerações, levando em conta que nóssomos praticamente os únicos responsáveis pelo trânsito, eupergunto: Por quê todo esse ódio dos “Amarelinhos”?

Os carasnem andam armados. Provavelmente, devem ser os agentes públicos quemais apanham, no exercício de suas funções. Garanto que, em 99,99%dos casos, de forma injusta.

Faça asua parte. O telefone da central de atendimento da AMT é:0800-646-0118. Se vir algo errado no trânsito, ligue. Quase sempre,os caras resolvem.

ps.: Concorda? Discorda? Quer descontar toda a sua fúria? Deixa seu comentário ai embaixo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quanto pesa a Felicidade?




O debatede questões relacionadas à preservação e restauração do meioambiente e à melhoria da qualidade de vida e do bem estar social é um dos principais objetivos da Conferência das Nações Unidas SobreDesenvolvimento Sustentável, a Rio +20, que acontece de 13 a 22 dejunho, aqui no Brasil.

O tema deuma das conferências me chamou bastante a atenção. Trata-se dadiscussão sobre um novo indicador sistêmico, a Felicidade InternaBruta (FIB), que começa a ser adotado em alguns paísesdesenvolvidos, com o apoio do PNUD (Programa das Nações Unidas parao Desenvolvimento).

O FIB foidesenvolvido e adotado, primeiramente, no Butão, um pequeno país doHimalaia (inevitável pensar em centenas de piadas prontas etrocadilhos sobre a felicidade interna do Butão, etc, etc, mas, porfavor, vamos tentar nos concentrar no tema, ok?). Em 1972, o reibutanês Jigme Singye Wangchuck elaborou o novo tipo de indicadorpara contestar as acusações de que seu governo ia mal e a economiade seu país crescia de forma medíocre. Seu objetivo era mostrarque, quase sempre, a economia é insuficiente para medir o progressode uma nação (atualmente, através do PIB – Produto InternoBruto). E começou a chamar a atenção da comunidade internacional.

Apesar deaparentemente subjetivo e ligado a um estado de espíritoextremamente individual (a felicidade), o FIB não se mede apenasperguntando se o cidadão está feliz. Na verdade, para sua aferição,faz-se uma pesquisa referente a 9 áreas do desenvolvimento humano,por meio das quais chega-se a um número final indicativo.

Essasnove dimensões, passíveis de aferição, são: bem-estarpsicológico, saúde, uso equilibrado do tempo, vitalidadecomunitária, educação, cultura, resiliência ecológica,governança e padrão de vida. Critérios, portanto, bem objetivos eque podem ser analisados individualmente pelos governos de um paíspara tentar elevar o seu FIB.

Dessamaneira, o progresso que antes costumava-se medir pelo PIBdiversifica-se em outras áreas, tão importantes quanto a econômica,provendo um panorama mais completo. A renda, tanto familiar quandoindividual, passa a ser apenas um aspecto de uma das nove áreas –o padrão de vida.

Relativamenteà renda, engraçado notar que, após aplicações efetivas ouexperimentais do FIB como indicador em diversos países (Canadá,Inglaterra, Tailândia e até no Brasil, em testes feitos no RioGrande do Sul, São Paulo e núcleo rural de Brasília), constatou-seo oposto do que diz o ditado: Dinheiro traz felicidade, sim! Masapenas até certo ponto. Por meio de pesquisas, ficou claro que afelicidade está indissociavelmente ligada ao conforto e satisfaçãode necessidades, principalmente as básicas, mas que, apósdeterminado patamar de renda, ela passa a não mais influir naqualidade de vida dos indivíduos. Em alguns casos, atrapalha outrasáreas (como o uso equilibrado do tempo ou a vitalidade comunitária,por exemplo) e traz prejuízos.

De formageral, é interessante notar que o FIB é um meio muito mais completode se avaliar o crescimento de uma nação. E, aos cidadãos, umindício de que os governantes realmente prestam atenção àsnecessidades da população. Vamos torcer para que o Brasil adote, emcaráter definitivo, esse tipo de índice. Sem dúvida, seria um dosprincipais ganhos dos brasileiros advindos com a Rio + 20.



FONTES:

Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Felicidade_Interna_Bruta

ABRIL: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/riomais20/2012/06/13/felicidade-interna-bruta-e-o-novo-modelo-de-desenvolvimento/

ONG: http://www.felicidadeinternabruta.org.br/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

BRODY DALLE, THE DISTILLERS e SPINNERETTE

Bandas que você não pode deixar de conhecer



Brody Dalle faz parte de um seleto grupo de verdadeiras mulheres do rock'n'roll. Daquelas que, assim como Joan Jett, Courtney Love e Chrissie Hynde, adoram esconder seus olhos por trás de sombras carregadas, franjas compridas e arrebentam tudo quando sobem ao palco. Algumas, literalmente. Avril Lavigne até hoje deve ensaiar suas coreografias assistindo aos vídeos dessas figuras míticas no YouTube.

As performances violentas, os vocais roucos dignos de Janis Joplin e a postura aparentemente dura da líder do Spinnerette escondem uma figura sensível (Dalle declarou recentemente que não gosta de ouvir Adele, porque sempre que ouve “Rolling In The Deep” começa a chorar compulsivamente!).

Bree Leslie Pucilowski é australiana de Melbourne, nascida em 1 de Janeiro de 1979, ano em que seus compatriotas do AC/DC presenteavam o mundo com o álbum “Highway to Hell” (apesar de renegados pelo próprio país). Na infância, era fascinada com Cindy Lauper e os Beatles.

Brody Dalle
Nunca foi muito família e, inevitavelmente, tendo sua adolescência coincidido com a ascensão do movimento punk, logo foi parar nas ruas. Aos treze anos de idade, já usava drogas. Chegou a experimentar heroína, mesma época em que começou a tocar guitarra.

Ainda em Melbourne, participou da Rock'N'Roll High School, um movimento feminista do rock australiano e, a partir dai, ninguém mais segurou. Aos 16, fundou sua primeira banda, a punk Sourpuss. Em turnê com essa banda, conheceu Tim Armstrong, vocalista do Rancid (o cara era 13 anos mais velho que ela, que mentiu a idade. Em 1997, aos 18, depois de desmentir a fraude ao Armstrong, acabaram se casando).

Courtney Style
No fim dos anos 90, Brody foi para Los Angeles com Tim. Na Califórnia, em 2000, adotou o sobrenome do marido e fundou outra banda, The Distillers, com um sucesso bem maior que a antecessora. Chegaram a ter uma participação marcante no Festival Lollapalooza. Grande parte do sucesso, entretanto, veio com comparações inevitáveis a Nina Hagen, PJ Harvey e ao Hole, de Courtney Love (que não atravessava uma boa fase, apesar de terem faturado o Grammy do ano por “melhor voz de rock em dupla ou grupo”. Courtney acabou anunciando o fim da banda em 2002).

O Distillers lançou três álbuns, The Distillers (2000), Sing Sing Death House (2002) e Coral Fang (2003). Todos excelentes álbuns, diga-se de passagem. À época, arrebatou milhares de fãs, com sua pegada punk e a rouquidão afinada característica de Brody.

Com o tempo, o sucesso maior e a liberdade de criação, aos poucos o Distillers foi revelando um lado criativamente mais ambicioso de Dalle. Aliás, isso reflete a própria história da banda, que no segundo disco possuía apenas 2 membros da formação original e, no terceiro, apenas a própria Brody.

Em 2003, Tim e Brody se divorciaram. Depois de ser conhecida por inúmeros pseudônimos (Bree Robinson, Bree Joanna Alice Mayer, Bree Joanna Alice Robinson e Brody Armstrong), abandonou o sobrenome do ex-marido e passou a chamar-se apenas de Brody Dalle (em homenagem à atriz Beatrice Dalle, do filme Betty Blue).

Depois de quase 4 anos sem lançar material novo com o Distillers, e ansiando novos rumos na criação, Brody iniciou um projeto paralelo com o guitarrista Alain Johannes (Queens of The Stone Age e Eleven). No começo, era para as duas bandas coexistirem. Mas em 2006, para desespero de milhares de fãs, foi anunciado o fim do Distillers.

Dalle e Johannes: Queens of Distillers

Menos de um ano depois, na metade de 2007, o público soube do projeto paralelo com Johannes, e os fãs órfãos voltaram a ter esperanças. Em março, ao mesmo tempo em que se casava com Josh Homme (o multi-atarefado vocalista do Queens of The Stone Age e Them Crooked Vultures, baterista eventual do Eagles of Death Metal e aparecido em diversos outros projetos paralelos), anunciava o início do Spinnerette.

Aliás, o Spinnerette (assim como o Them Crooked Vultures de Homme) foi considerado uma agradável surpresa no mundo dos super-grupos de rock. Além de Brody (que foi do Distillers) e Alain (guitarra no Queens of The Stone Age e no Eleven), sua formação contou com Tony Bevilacqua (do The Distillers) e Jack Irons (Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam e Eleven).

À época, a vocalista declarou que o “Spinnerette não é uma banda, sou eu e qualquer músico com quem eu quiser trabalhar no momento”. Mas já com o lançamento do primeiro single, Valium Knights, em 08/08/2008, ficou claro que Alain Johannes era mais do que um guitarrista “trabalhando com ela no momento”. Em dezembro de 2008, o EP Ghetto Love (com 04 novas músicas) confirmava a influência criativa decisiva do músico.

Capa do primeiro álbum
Em 2009, o lançamento do primeiro (e até hoje único) álbum da banda, o homônimo Spinnerette, mostrava uma aproximação leve com o som eletrônico, mas mantinha o peso punk do Distillers. Os fãs não estavam mais órfãos! São 13 faixas que compõem um daqueles raros álbuns de se ouvir inteiros, sem pausar, de cabo a rabo.

Eu, particularmente, acho “The Walking Dead”, “Driving Song” e “A Prescription For Mankind” das melhores músicas que já ouvi na vida. Estão entre minhas favoritas. Sem deixar de lado, claro, a fantástica “All Babes Are Wolves” (que me introduziu à banda! Valeu, Hugo chefoso!) e “Impaler”.

Aparentemente, a banda tem privilegiado apresentações ao vivo (fantásticas, a propósito) do que produção em estúdio. Desde o lançamento do primeiro álbum, não foi revelado qualquer material novo (exceto participações esporádicas de Brody em músicas do Queens of The Stone Age e Transplants).

Recentemente em seu twitter, Brody Dalle revelou que está em estúdio produzindo o possível segundo álbum do Spinnerette. Alain Johannes, entretanto, informou que Dalle está tão convicta de suas ideias que as gravações “estão mais para um trabalho solo”. Talvez por conta disso, não leve o nome da banda. Além disso, o guitarrista Tony Bevilacqua não estava nas guitarras durante os ensaios, e Hayden S assumiu as baterias. A história do Distillers parece se repetir. Por enquanto, ainda não há previsão de quando o lançamento do novo material ocorrerá.

O importante é sabermos que Brody Dalle está na ativa. Ela não considera seus filhos com Josh Homme (Camille Homme, de 6 anos  e Orrin Ryder, de 5 meses)  como empecilho e logo deve voltar aos palcos, com áudio novo ou não.

Enfim, para quem curte o bom rock'n'roll, é imprescindível que se conheça a turma da Brody, independentemente de quem seja essa turma.



O aclamado director Liam Lynch produziu o vídeo de lançamento da música "Ghetto Love", faixa principal do EP de mesmo nome, que o Spinnerette lançou em 2008.


FONTES:

Blog Tenho Mais Discos Que Amigos:  
http://tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/2012/03/26/por-onde-anda-brody-dalle/

Site oficial:  
SpinneretteMusic.com/

Wikipedia Brasil:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Spinnerette

Wikipedia US:  
http://en.wikipedia.org/wiki/Brody_Dalle